quinta-feira, setembro 29, 2005

Argentinos Afundam em Cratera de 130 metros

BUENOS AIRES (Reuters), 29 de setembro - Equipes de resgate encerraram nesta quinta-feira 12 dias de buscas por dois argentinos cujo veículo caiu dentro de uma cratera na Antártida. Há poucas chances de encontrá-los com vida, disseram os responsáveis pelos trabalhos.
As equipes decidiram voltar seus esforços para tentar encontrar dois soldados chilenos que desapareceram em um acidente semelhante na quarta-feira na Península Antártida.
Os dois argentinos - um cientista e um oficial de Marinha - estavam viajando entre bases de pesquisas quando seu veículo mergulhou em uma cratera coberta de neve de pelo menos 130 metros de profundidade.
"A comunidade da Antártida prioriza a vida, mas nesse caso as chances de resgatá-los com vida são zero", disse Sergio Policastro, porta-voz do Conselho Nacional da Antártida da Argentina.
As equipes de resgate, que desceram na cratera por diversas vezes, enfrentaram um clima instável, temperaturas abaixo de zero e pouca visibilidade.
Policastro disse que há boas chances de que os chilenos possam ser encontrados vivos depois de terem caído em uma cratera de 40 metros, também enquanto voltavam para uma base de pesquisas.

domingo, setembro 25, 2005

Paradigmas

Talvez o mundo mude amanhã. Mas isso não é provável. As mudanças no mundo são lentas, apesar de toda a corrida que alguns de nós enfrentamos todos os dias.
Ainda assim, seu mundo pode mudar de modo impressionante, nas próximas 24 horas. Na verdade, pode mudar na próxima hora. Porque tudo o que você está vendo, sentindo e tudo ao que você está reagindo, o faz porque existe um mundo real e um mundo "filtrado".
A forma como vemos o mundo é chamada de "paradigma", palavra grega que foi "reapresentada" ao mundo científico por Thomas Kuhn em seu livro "A Estrutura das Revoluções Científicas"(1), que mostrou que todas as grandes revoluções aconteceram devido a mundanças na forma de ver o mundo, na ruptura com o modo como estávamos olhando para o universo. A ciência não mundou, depois de Kuhn, nós mudamos.
Essa é a parte curiosa. Todos nós filtramos o universo de acordo com nossas próprias expectativas, crenças e princípios de vida. Por isso, uma mesma cena pode comover uma pessoa e não causar absolutamente nada em outra. Cada uma delas teve uma diferente reação àquilo que viu com um filtro mental diferente.
Stephen R. Covey, conta uma história que viveu no metrô de Nova York. Veja o que quero dizer:
"Eu me recordo de uma mudança de paradigma que me aconteceu em uma manhã de domingo, no metrô de Nova York. As pessoas estavam calmamente sentadas, lendo jornais, divagando, descansando com os olhos semicerrados. Era uma cena calma, tranqüila.
Subitamente um homem entrou no vagão do metrô com os filhos. As crianças faziam algazarra e se comportavam mal, de modo que o clima mudou instantaneamente.
O homem sentou-se a meu lado e fechou os olhos, aparentemente ignorando a situação. As crianças corriam de um lado para o outro, atiravam coisas e chegavam até a puxar os jornais dos passageiros, incomodando a todos. Mesmo assim o homem a meu lado não fazia nada.
Ficou impossível evitar a irritação. Eu não conseguia acreditar que ele pudesse ser tão insensível a ponto de deixar que seus filhos incomodassem os outros daquele jeito sem tomar uma atitude. Dava para perceber facilmente que as demais pessoas estavam irritadas também. A certa altura, enquanto ainda conseguia manter a calma e o controle, virei para ele e disse: – Senhor, seus filhos estão perturbando muitas pessoas. Será que não poderia dar um jeito neles?
O homem olhou para mim, como se estivesse tomando consciência da situação naquele exato momento, e disse calmamente:
– Sim, creio que o senhor tem razão. Acho que deveria fazer alguma coisa. Acabamos de sair do hospital, onde a mãe deles morreu há uma hora. Eu não sei o que pensar, e parece que eles também não conseguem lidar com isso.
Podem imaginar o que senti naquele momento? Meu paradigma mudou. De repente, eu vi as coisas de um modo diferente, e como eu estava vendo as coisas de outro modo, eu pensava, sentia e agia de um jeito diferente. Minha irritação desapareceu. Não precisava mais controlar minha atitude ou meu comportamento, meu coração ficou inundado com o sofrimento daquele homem. Os sentimentos de compaixão e solidariedade fluíram livremente.
O mundo não mudou, não é? Mas você mudou, ao ler o texto. Mudou de paradigma, e isso causou uma diferente reação em seu corpo. Você e eu nunca vemos a realidade total. Vemos apenas uma parcela dela, que selecionamos, em grande parte inconscientemente.
A única prisão real que você têm, está em cima dos seus ombros. E só você tem a chave mestra. Como afirmava Henry David Thoreau: "as coisas não mudam; nós mudamos".
Aldo Novak, autor do texto, é coach & conferencista.

sábado, setembro 24, 2005

Brasil vence Peru, é campeão sul-americano pela 14ª vez

RIO DE JANEIRO (CBV), 24 de setembro - As duas equipes chegaram invictas à última rodada do XXVI Sul-Americano, e sem perderem um set, mas a hegemonia brasileira na América do Sul e a grande fase na temporada 2005 prevaleceram. Seis jogos, seis vitórias, 18 sets vencidos, nenhum perdido, a taça e a vaga garantida na Copa dos Campeões, em novembro, no Japão. Nesta sexta-feira, no Coliseo Julio Borelli, em La Paz, na Bolívia, a seleção feminina de vôlei venceu o Peru por 3 sets a 0 (25/18, 25/17 e 25/13) e sagrou-se campeã da competição pela 14ª vez, a sexta consecutiva.

A campanha no ano é extraordinária. Cinco competições, cinco títulos. Foram 33 jogos e apenas duas derrotas, ambas para a China, pelo Grand Prix, do qual o Brasil conquistou o pentacampeonato. No Torneio de Courmayeur, na Itália, quatro partidas e quatro vitórias. Na Montreux Volley Masters, na Suíça, cinco vitórias em cinco jogos. No Grand Prix, na Ásia, outras 14 partidas e 12 vitórias. No Torneio Classificatório para o Mundial 2006, em Cabo Frio (RJ), mais quatro vitórias, todas por 3 a 0 – como agora, no Sul-Americano.

Além de mais um título para a coleção, o Brasil dominou as premiações individuais do Sul-Americano. O troféu de melhor jogadora ficou com a meio-de-rede e capitã Valeskinha. As outras brasileiras premiadas foram Sassá (melhor saque), Carol (melhor levantadora) e Carol Gattaz (melhor bloqueio). As peruanas Chihuan e Milagros levaram, respectivamente, os troféus de melhor ataque e recepção. Completando esta lista seleta, Elena Berroteran, da Venezuela, melhor defesa.
"Haverá um dia em que todos voltaremos a ser felizes.
Será o dia em que Rosinhas serão apenas flores,
Garotinhos apenas crianças,
Genuínos serão coisas verdadeiras,
Serra será apenas um acidente geográfico ou uma ferramenta,
Genro apenas o marido da filha,
Lula apenas um molusco marinho e
Severino, apenas o porteiro do prédio".

sexta-feira, setembro 23, 2005

Deep Purple iniciará turnê do novo disco no Brasil

Foi anunciado no site oficial do DEEP PURPLE que a banda realizará três shows no Brasil, nos dias 01 e 02 de novembro no Credicard Hall em São Paulo e no dia 4 no Claro Hall do Rio de Janeiro), no que será o início da turnê do novo CD, "Rapture of The Deep".

terça-feira, setembro 20, 2005

Se o Mundo é mesmo parecido com o que vejo
Prefiro acreditar no mundo do meu jeito.
E você estava esperando voar.
Mas como chegar até as nuvens com os pés no chão?
(Eu Era Um Lobisomen Juvenil, Legião Urbana)

segunda-feira, setembro 19, 2005

Vacina Contra o Câncer

Já existe vacina anti-câncer (pele e rins).
Foi desenvolvido por cientistas médicos brasileiros uma vacina para estes dois tipos de câncer, que mostrou-se eficaz, tanto no estágio inicial como em fase mais avançada.
A vacina é fabricada em laboratório utilizando um pequeno pedaço do tumor do próprio paciente. Em 30 dias está pronta, e é remetida para o médico oncologista do paciente.

Nome do médico que desenvolveu a vacina:
José Alexandre Barbuto - Hospital
Sirio Libanês - Grupo Genoa
Telefone do Laboratório: 0800-7737327
(falar com Dra Ana Carolina ou Dra Karyn, para maiores detalhes)

Castelo de Pedras

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. - Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensíveis e permodos de crise.
- Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oasis no interior da sua alma.. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
- Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
- Pedras no caminho? . . . Guardo todas, um dia vou construir um castelo . . .

(Fernando Pessoa)

sábado, setembro 17, 2005

Buraco na camada de ozônio sobre Antártida está perto de recorde

GENEBRA (Reuters), 16 de setembro - O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida atingiu um tamanho quase recorde neste ano, sugerindo que os 20 anos de controle sobre agentes poluentes tiveram, até agora, um resultado pequeno, disse nesta sexta-feira a Organização das Nações Unidas (ONU). Em um boletim sobre a diminuição sazonal da concentração de ozônio na atmosfera, um gás responsável por filtrar a radiação ultravioleta do Sol, a Organização Mundial de Meteorologia (WMO), ligada à ONU, afirmou que o buraco atingiria seu tamanho máximo dentro de algumas semanas.
A radiação ultravioleta é responsável por provocar câncer de pele e catarata.
"O buraco, provavelmente, não quebrará novos recordes, mas isso mostra que a diminuição das concentrações de ozônio continua ocorrendo e que a chamada recuperação do ozônio ainda precisa ser confirmada", disse Geir Braathen, especialista da WMO no assunto.
Cientistas norte-americanos relataram no mês passado que a camada de ozônio havia parado de encolher, mas disseram que seriam necessárias décadas até que ela começasse a se recuperar.
O buraco sobre o Pólo Sul e a Antártida, que possui cerca de 27 milhões de quilômetros quadrados, deve aumentar mais 1 milhão de quilômetros quadrados dentro de uma semana, levando-o para perto do recorde registrado em 2002 e 2003, afirmou a WMO.
O buraco atingiu a Ushuaia, na região da Patagônia (sul da Argentina), "provocando um aumento perceptível da radiação ultravioleta," disse o boletim, divulgado no Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio.
Os clorofluorcarbonos (CFCs) foram apontados como as principais causas do encolhimento da camada porque reagem com as moléculas de ozônio, eliminando-as.
Muitos CFCs, antes comuns em geladeiras, aparelhos de ar-condicionado e produtos de limpeza industrial, foram proibidos na Convenção de Viena, assinada há exatos 20 anos.
Um grande número de cientistas diz que o buraco aumentou para um tamanho recorde de 29 milhões de quilômetros quadrados em setembro de 2003, expondo a ponta sul da América do Sul.
"Pode-se dizer que a situação da camada de ozônio está se estabilizando em um nível baixo. Estamos chegando ao máximo da redução do ozônio, chegando ao limite desse processo, mas ainda é muito cedo para dizer se a situação está melhorando", afirmou Braathen.

Moby detona Bush em São Paulo

O músico Moby tocou para cerca de três mil pessoas no seu primeiro show da turnê Hotel no Brasil, no Hotel Unique, em São Paulo. Foi a primeira vez que ele veio ao país tocar com sua banda completa.
Após a primeira música, o músico norte-americano até arriscou um "Obrigado", mas logo se desculpou por não falar português e afirmou que deveria ter memorizado algumas frases, mas que não conseguiu. As desculpas não pararam por aí. Ele novamente se desculpou por "ter um idiota como presidente em meu país", e também porque queria tocar uma música brasileira mas confessou não ter tido tempo de aprender.
Consagrado pela música eletrônica, o DJ mostrou que seu estilo atual transcende o gênero, sempre tocando guitarra e muitas vezes assumindo os vocais no show, que começou com a bela My Weakness, de 1999. Na performance, chamada de "eclética" por vários fãs que estavam no Unique, Moby tocou músicas de sua fase mais melancólica de 18, da mais roqueira do recente Hotel e sucessos de Play.
A fase roqueira foi confirmada por uma homenagem que Moby fez ao grupo mineiro Sepultura, tocando uma versão curta de Roots, Bloody Roots, apreciada pelo vocalista da banda, Derrick Green, que estava na platéia. Outra homenagem ao Brasil foi uma versão que Moby chamou de "bossa nova" da música Creep, do Radiohead.
(Fonte: Terra Música)

B.B. King lembra uma vida feita de 80 anos de blues

ATLANTIC CITY (Reuters), 16 de setembro - Agora que ele é um ícone musical adorado por brancos e negros e prestes a completar 80 anos, é difícil imaginar que B.B. King vem de um tempo em que havia duas Américas.
Antes de receber seus 13 Grammys, de ter seu nome incluído no Hall da Fama do Rock and Roll, de ser homenageado pelo Kennedy Center e antes mesmo de pegar uma guitarra nas mãos, o cantor de blues colheu algodão, dirigiu tratores e cortou madeira. Ele não chegou a terminar o ensino fundamental.
E, apesar de toda sua fama, de ser mundialmente aplaudido e de ter feito discos com reis do rock como Eric Clapton e Bono, ele nunca se esqueceu de que cresceu no sul dos EUA na época da segregação racial, perto de onde acaba de ser aberto o museu B.B. King (em Indianola, Mississippi), numa fazenda local.
"Passamos por tempos difíceis", contou King, que completa 80 anos nesta sexta-feira. "Vou lhe contar uma coisa, se não tivéssemos tido bons amigos brancos naquela época em que eu era criança, não teriam sobrado negros no Mississippi. Naquela época, um branco poderia matar você quando bem entendesse, e não lhe aconteceria nada. Mas havia muitos brancos que não eram a favor disso e não o permitiam. De modo que eu tive sorte."
Sentado no ônibus de sua turnê, antes de fazer um show na House of Blues em Atlantic City, King deu uma entrevista em que falou de sua vida na estrada, de seus 30 netos e sete bisnetos, de seu amor por aviões, a natureza e filmes de faroeste antigos.
Sobretudo, porém, falou do blues, a música que, como ele próprio, nasceu do sofrimento e da vida dura dos trabalhadores nas plantações do sul.
"Vejo o blues da seguinte maneira: é a vida como a vivíamos no passado, a vida como a estamos vivendo hoje e a vida que acho que vamos viver amanhã. Para mim, o blues tem a ver com pessoas, lugares e coisas", disse King.

Francês vivia com mãe já morta para manter pensão

MARSELHA (Reuters), 17 de setembro - Um francês sexagenário viveu por cinco anos com o cadáver da mãe em casa para continuar recebendo a sua pensão mensal de 700 euros (850 dólares), revelaram fontes judiciais neste sábado.
O homem, que trabalha no necrotério de um hospital, será processado por fraude e por ocultação de cadáver depois que a polícia achou o corpo em um apartamento de dois quartos no centro da cidade.
A polícia havia ido ao apartamento por causa de aluguéis em atraso e outras contas não pagas.
O francês imitava a voz de uma mulher idosa na tentativa de enganar o serviço social. Sua mãe havia morrido de causas naturais aos 94 anos.

O Retorno

Estou voltando a postar aqui depois de quase 2 meses de ausência, por motivos particulares, que me impediram de dedicar algum tempo ao blog. Espero que todos os meus 3 leitores voltem a acessar o Silentvox novamente.