ATLANTIC CITY (Reuters), 16 de setembro - Agora que ele é um ícone musical adorado por brancos e negros e prestes a completar 80 anos, é difícil imaginar que B.B. King vem de um tempo em que havia duas Américas.
Antes de receber seus 13 Grammys, de ter seu nome incluído no Hall da Fama do Rock and Roll, de ser homenageado pelo Kennedy Center e antes mesmo de pegar uma guitarra nas mãos, o cantor de blues colheu algodão, dirigiu tratores e cortou madeira. Ele não chegou a terminar o ensino fundamental.
E, apesar de toda sua fama, de ser mundialmente aplaudido e de ter feito discos com reis do rock como Eric Clapton e Bono, ele nunca se esqueceu de que cresceu no sul dos EUA na época da segregação racial, perto de onde acaba de ser aberto o museu B.B. King (em Indianola, Mississippi), numa fazenda local.
"Passamos por tempos difíceis", contou King, que completa 80 anos nesta sexta-feira. "Vou lhe contar uma coisa, se não tivéssemos tido bons amigos brancos naquela época em que eu era criança, não teriam sobrado negros no Mississippi. Naquela época, um branco poderia matar você quando bem entendesse, e não lhe aconteceria nada. Mas havia muitos brancos que não eram a favor disso e não o permitiam. De modo que eu tive sorte."
Sentado no ônibus de sua turnê, antes de fazer um show na House of Blues em Atlantic City, King deu uma entrevista em que falou de sua vida na estrada, de seus 30 netos e sete bisnetos, de seu amor por aviões, a natureza e filmes de faroeste antigos.
Sobretudo, porém, falou do blues, a música que, como ele próprio, nasceu do sofrimento e da vida dura dos trabalhadores nas plantações do sul.
"Vejo o blues da seguinte maneira: é a vida como a vivíamos no passado, a vida como a estamos vivendo hoje e a vida que acho que vamos viver amanhã. Para mim, o blues tem a ver com pessoas, lugares e coisas", disse King.
Antes de receber seus 13 Grammys, de ter seu nome incluído no Hall da Fama do Rock and Roll, de ser homenageado pelo Kennedy Center e antes mesmo de pegar uma guitarra nas mãos, o cantor de blues colheu algodão, dirigiu tratores e cortou madeira. Ele não chegou a terminar o ensino fundamental.
E, apesar de toda sua fama, de ser mundialmente aplaudido e de ter feito discos com reis do rock como Eric Clapton e Bono, ele nunca se esqueceu de que cresceu no sul dos EUA na época da segregação racial, perto de onde acaba de ser aberto o museu B.B. King (em Indianola, Mississippi), numa fazenda local.
"Passamos por tempos difíceis", contou King, que completa 80 anos nesta sexta-feira. "Vou lhe contar uma coisa, se não tivéssemos tido bons amigos brancos naquela época em que eu era criança, não teriam sobrado negros no Mississippi. Naquela época, um branco poderia matar você quando bem entendesse, e não lhe aconteceria nada. Mas havia muitos brancos que não eram a favor disso e não o permitiam. De modo que eu tive sorte."
Sentado no ônibus de sua turnê, antes de fazer um show na House of Blues em Atlantic City, King deu uma entrevista em que falou de sua vida na estrada, de seus 30 netos e sete bisnetos, de seu amor por aviões, a natureza e filmes de faroeste antigos.
Sobretudo, porém, falou do blues, a música que, como ele próprio, nasceu do sofrimento e da vida dura dos trabalhadores nas plantações do sul.
"Vejo o blues da seguinte maneira: é a vida como a vivíamos no passado, a vida como a estamos vivendo hoje e a vida que acho que vamos viver amanhã. Para mim, o blues tem a ver com pessoas, lugares e coisas", disse King.
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